Os metros são silenciosos
Súbitamente
Passos desajeitados
Antílopes graciosos
Cruzam-se na interrogação dos olhos
Represam a essência da laranja
como dunas sedentas de vento
Perfumadas com a framboesa do chocolate
O telefone toca
O auscultador permanece pousado
Não queres escutar
O vento de Março
invade as frestas da janela
Tráz seda
ou porto de afectos?
sexta-feira, 26 de março de 2010
domingo, 15 de novembro de 2009
Como te dizer, Ó Mar,
que a geografia das ondas
ilumina a alma do vento,
e o silêncio da tarde é fogo,
é rosa sem fim,
é represa da espuma que me gera?
Como te dizer, Ó Mar,
que a Caravela esculpiu afectos de Seda
e rotas Etíopes para as manhãs,
sem muralhas?
Como te dizer, Ó Mar,
que a água liberta
a dor de te saber ausente
e a tristeza de não mais navegar?
Já estrela, extinta,
apenas há ecos do viajante
que ousou Conhecer-te
e por ti se perdeu... Ó Mar...
que a geografia das ondas
ilumina a alma do vento,
e o silêncio da tarde é fogo,
é rosa sem fim,
é represa da espuma que me gera?
Como te dizer, Ó Mar,
que a Caravela esculpiu afectos de Seda
e rotas Etíopes para as manhãs,
sem muralhas?
Como te dizer, Ó Mar,
que a água liberta
a dor de te saber ausente
e a tristeza de não mais navegar?
Já estrela, extinta,
apenas há ecos do viajante
que ousou Conhecer-te
e por ti se perdeu... Ó Mar...
sábado, 14 de novembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Só o silêncio escuta cânticos do mar,
Só a criança rejubila ao tactear a fímbria da areia,
Só o vento poliniza a memória.
...Na cidade dos murmúrios,
imune às palavras vãs,
sensível às tonalidades do sol,
ora exuberante ora irrequieto, sempre flor,
aconchego lágrimas de praias descalças.
Despojado do chão,
tremo no véu da lua que beija a ria,
como se um súbito exílio
conquistasse o amor que só os olhos vêm.
Só a criança rejubila ao tactear a fímbria da areia,
Só o vento poliniza a memória.
...Na cidade dos murmúrios,
imune às palavras vãs,
sensível às tonalidades do sol,
ora exuberante ora irrequieto, sempre flor,
aconchego lágrimas de praias descalças.
Despojado do chão,
tremo no véu da lua que beija a ria,
como se um súbito exílio
conquistasse o amor que só os olhos vêm.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Ilha de São Vicente - Cabo Verde
Extinto o vulcão, sobram as águas que abraçam a cratera outrora pujante e o espectador dizimado pelo esplendor da areia.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Descobrir a essência do mar
espelho plano do chão
caminho do encontro com a lua
na marginal de todos os mundos
chorando a pérgola abandonada
cantando a liberdade dos meninos
correndo com os braços repletos
desse amor sem fim.
Germinam paixões
no húmus dos passos
um sorriso de sol
ilumina o rio
a mão acaricia
um rosto uma face risos
murmúrios cúmplices
água das águias
entardecer
pleno de silêncio...
espelho plano do chão
caminho do encontro com a lua
na marginal de todos os mundos
chorando a pérgola abandonada
cantando a liberdade dos meninos
correndo com os braços repletos
desse amor sem fim.
Germinam paixões
no húmus dos passos
um sorriso de sol
ilumina o rio
a mão acaricia
um rosto uma face risos
murmúrios cúmplices
água das águias
entardecer
pleno de silêncio...
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Alberto de Lacerda - Peregrino
Ó alma errante, onde brilha o fulgor
Das perguntas que a terra silencia,
O que buscas? A que estranho vigor
De visão tu aspiras noite e dia?
Porque me trazes o manto rasgado,
E me rasgas a mim, que tu geraste?
Amas ou não este humano traslado,
Arremedo divino, flor só haste?
Porque nos perseguimos sem nos vermos,
De terra em terra, na esperança, no esforço?
Aonde a luz dos invisíveis ermos
Brilhando inteira na luz de um só corpo?
Onde pressentirás o teu começo?
Então descansarás. Nada mais peço.
Das perguntas que a terra silencia,
O que buscas? A que estranho vigor
De visão tu aspiras noite e dia?
Porque me trazes o manto rasgado,
E me rasgas a mim, que tu geraste?
Amas ou não este humano traslado,
Arremedo divino, flor só haste?
Porque nos perseguimos sem nos vermos,
De terra em terra, na esperança, no esforço?
Aonde a luz dos invisíveis ermos
Brilhando inteira na luz de um só corpo?
Onde pressentirás o teu começo?
Então descansarás. Nada mais peço.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Alberto de Lacerda - Outros Sons
Já não peço o ardor extasiado
Da luz por dentro das horas mortas
Aprendi onde vivem os pássaros
Já parti de propósito as portas
Já não sei regressar como dantes
Já não choro o que perco Já ouço
Outros sons para além da amurada
Morreu o navio E eu que era moço
Da luz por dentro das horas mortas
Aprendi onde vivem os pássaros
Já parti de propósito as portas
Já não sei regressar como dantes
Já não choro o que perco Já ouço
Outros sons para além da amurada
Morreu o navio E eu que era moço
terça-feira, 19 de agosto de 2008
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
Fosse o véu horizonte
Os olhos seriam prados de água plana,
essência de incenso fumegante,
trova da guitarra ancorada a oriente,
O chão chamaria ventres inquietos
passos ocultados no refúgio das mãos
deserto pressentido no aroma das searas
com a lua dissipada, ténue
Sou já cavalo alado
guerreiro do verbo libertar
caminhante do futuro ausente
pedra que o vento moldará
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