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sexta-feira, 13 de junho de 2025

encontrar-te

na nudez da água

na súbita melancolia do teu rosto


terça-feira, 24 de agosto de 2010

O pássaro, procura o perfume da pétala;
A flôr, ilumina o entardecer da cidade
e anseia a geografia do voo;
O fotógrafo espera, o pôr do sol
ou o luar?

O ancião permanece no olho da serpente,
acossado pelo silêncio das notícias;
O que procura, a águia ou a laranja do deserto?

domingo, 15 de novembro de 2009

Como te dizer, Ó Mar,
que a geografia das ondas
ilumina a alma do vento,
e o silêncio da tarde é fogo,
é rosa sem fim,
é represa da espuma que me gera?

Como te dizer, Ó Mar,
que a Caravela esculpiu afectos de Seda
e rotas Etíopes para as manhãs,
sem muralhas?

Como te dizer, Ó Mar,
que a água liberta
a dor de te saber ausente
e a tristeza de não mais navegar?

Já estrela, extinta,
apenas há ecos do viajante
que ousou Conhecer-te
e por ti se perdeu... Ó Mar...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O dia com todos os dias
antes das palavras dos paladares
e das pampas ao sabor do rio.

O sol o frio e a lezíria
desbravam o ímpeto do oceano
que reabre o mundo à cidade
ávida de mares de melodias
de caminhos feitos de futuro
de corpos que dançam saltam
e cantam com a planície
que beija a água.

Convento de São Francisco - Cidade Velha - Cabo Verde


República Dominicana - Parque National Los Haitises


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Aqui estou eu
Anónimo ser de afectos
Caminhando por Alfama
A escutar a bolina que o mar ampara.

Amo-te em silêncio, meu amor
Já não te pronuncio
Apenas palpita o coração
Quando o cheiro do teu chão me habita.

Vai para a foz O barco veloz
E nós flutuamos
Nos acentos da tarde, Ausentes.

Autor
Adelson Amaral 

terça-feira, 29 de julho de 2008


Fosse o véu horizonte
Os olhos seriam prados de água plana,
essência de incenso fumegante, 
trova da guitarra ancorada a oriente,


O chão chamaria ventres inquietos
passos ocultados no refúgio das mãos
deserto pressentido no aroma das searas
com a lua dissipada, ténue

Sou já cavalo alado
guerreiro do verbo libertar
caminhante do futuro ausente

pedra que o vento moldará

quinta-feira, 27 de março de 2008

Está vazia, a minha rua.
Apesar dos tambores,
das gaitas e transeuntes,
Tem silêncio abrupto,
que lateja a cada passo na calçada,
como se a mão aniquilasse a esperança
no fluir irreversível dos dias.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Deslizar no âmago da onda
já a pedra tocou o leito do mar
reencontrar palavras que o tempo não apagou...
Tenho-te no exacto olhar da manhã,
que trouxe ausência, presente.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Ficarei por Aí
Deslumbrado
Sentado na marginal
a escutar rumores do vento
e ecos dos passos vindouros...

Imensos dias depois
nem poeira nem pó
somente água inteira fugaz
Sós

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Felizes,
Os que têm vitórias
Forjadas no altruísmo da liberdade.
Encanto perene,
Conquistado com o sangue dos que a sonharam…

…Vêm, então,
Dias de plena quietude,
Ancorados ao gargalhar dos afectos
Que nutrem o chão;

Somos já crianças,
Melodias anciãs
Que anunciam amanhãs…



terça-feira, 25 de setembro de 2007

Estou no alpendre
onde albergo marinheiros
que enredaram o mar que me trouxe.

Às vezes,

o cigarro conjuga verbos da lua
que apazigua a água,
represa dos dias cantados
no átrio do horizonte...


...Viajo na madrugada do futuro

com o chão que a memória ama.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Sou de um lugar
há muito lembrado
nunca encontrado.

Sou pó de areia
vento que molda o chão
janela que proclama o deserto.

Caminho
no sorriso íntimo
da criança que me acolhe.

Por vezes sonho espaço,
Recomeço inadiável
do amor que te nutro.

Autor
Adelson Amaral 

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O casario
acolhe a antecâmara da cidade
Meninos inquietam a relva
Gomos de pura inocência
Emergem da água plana
Sitiam o desejo...
Eis o chão que amacia ausências.

sábado, 16 de junho de 2007

Sentado
delicad,
povoado
de rabiscos inscrustados
na memoria dos passos.

A água purifica a mão
que ousa "surfar" a estética das palavras,
recanto que aglutina
o súbito desejo de lua.

Páro.
No horizonte
a criança sorri.

É por ela ...

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Milhas longíquas,
Abruptas atónitas perfumadas,
Caminhos solitários,
Dias vorazes, doridos.

Silêncio.

Miles liberta.
Partilha dádivas, notas...
Tudo inscreve;
Vento, noticias éter,
Maresia, água mar;


Recentra indíviduos,
Corpos, trânsito, átomos e pó...

segunda-feira, 4 de junho de 2007

A falésia
represa a dor
ancorado à linha d'água
respiro deserto
a laranja reabre estórias
paixões amores
quicá desamores traições...
Moiras memórias
soletram amendoeiras;
ciclíca metamorfose do Norte.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Sem Título - ADN Amaral

Percorro a cidade límpida e aberta, como fazedor de paisagens, outrora palco das caminhadas pressentidas no rio que a criou.
Sou água, maresia, pó dos que a fizeram e represa dos que a habitam.
Conheço a vertigem dos dias que a deglutiram e o desejo de respirar as arcadas que a sustentam.
Não possuo o espaço mas na abóboda que a antecede revejo caminhantes que a tiveram.
Então, de copo na mão, balbucio o princípio dos nossos passos na calçada fundadora.