terça-feira, 19 de agosto de 2008

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Pôr do Sol, Rio Kuanza; Luanda; Angola.







O marulhar do rio
a árvore arrebatada ao chão
a pedra polida com mãos de vento
a cigarra cantando versos de liberdade

Porque choras
se a águia alvoroça a cidade nua
e um súbito desejo de amor
invade corações cansados de guerra?

Autor
Adelson Amaral 

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Diz a areia do mar
que a espuma da água
tem histórias de súbitas paixões
e canta versos de amores
que chegam e partem
desassombrados

Autor
Adelson Amaral 

terça-feira, 29 de julho de 2008


Fosse o véu horizonte
Os olhos seriam prados de água plana,
essência de incenso fumegante, 
trova da guitarra ancorada a oriente,


O chão chamaria ventres inquietos
passos ocultados no refúgio das mãos
deserto pressentido no aroma das searas
com a lua dissipada, ténue

Sou já cavalo alado
guerreiro do verbo libertar
caminhante do futuro ausente

pedra que o vento moldará

sábado, 24 de maio de 2008

Trovando, a caminho da praia guardada,
Cabelos embalam a vertigem do carro
Que atravessa searas sedentas de água.
A fotografia perfeita do dia imperfeito!
Risos cúmplices na fímbria da tarde,
Vozes que tecem afectos de seda
com a tonalidade vermelha da falésia,
Chão ausente.
Basta ...

Vem, chuva de sede do deserto,
Traz, do horizonte da planície,
a requebra ondulante dos montes.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Choramos
a fome anunciada na nudez da televisão,
debruada com a exaltação
da liberdade a ferros conquistada.

A criança lamacenta
coabita com a miséria do luxo
sonha afectos de seda
caminha no fio invisível do mar
sente a dor da barriga inchada.

Eis a geografia cidade
em tempos de indignidade


Autor
Adelson Amaral 

sábado, 10 de maio de 2008

O tremendo vazio do copo.
A cigarra marginal á beira mar.
Ali olhamos indignidades,
ausentes, cegos...

Meninos de mão dada, de uma frescura desconcertante,
percorrem a eira do dia, com liberdade, ingénuos.
Apesar do áspero caminho,
sonham, cantam, saltam. Em silêncio.

Senhores, de espada ao alto,
soçobram na ferocidade do pico.
Já não sonham,
apenas vincam sofrimento, indignos...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Está vazia, a minha rua.
Apesar dos tambores,
das gaitas e transeuntes,
Tem silêncio abrupto,
que lateja a cada passo na calçada,
como se a mão aniquilasse a esperança
no fluir irreversível dos dias.

terça-feira, 25 de março de 2008

sábado, 8 de março de 2008

quarta-feira, 5 de março de 2008

Deslizar no âmago da onda
já a pedra tocou o leito do mar
reencontrar palavras que o tempo não apagou...
Tenho-te no exacto olhar da manhã,
que trouxe ausência, presente.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

No riacho do cachimbo Índico,
Recolho pólen perdido na buzina dos dias,
Revejo perfume do casario
espraiado no resguardo do Rio...

A gargalhada da criança
Ressoa na requebra do mar,
Liberta nutrientes da liberdade.

Cicio verbos de plena quietude
Abraçado ao halo do entardecer
Extático.
Exposto a um tempo ausente


Arredores de Arraial D'Ajuda; Brasil


Indíos Pataxós; Porto Seguro; Brasil


Arredores de Arraial D'Ajuda; Brasil


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Irrepreensível silêncio da trovoada
tudo rompe tudo liberta;
A morte ocultada na miséria
A desesperança da alma
O murmúrio inaudível dos famintos ...

Subitamente
O sorriso da criança amanhece;
Ali o mar sossega a dor
Muda o desespero da areia...
estranho

o silêncio da trovoada

tudo rompe

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Ficarei por Aí
Deslumbrado
Sentado na marginal
a escutar rumores do vento
e ecos dos passos vindouros...

Imensos dias depois
nem poeira nem pó
somente água inteira fugaz
Sós

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

De repente,
o sol funde poeira perpétua,
apenas trânsito de luz.

Um café
três sorrisos de conversa
e a canoa resplandece.

O mar é desejo de ver
é sentir os pés na areia
é flutuar na requebra do vento
e redescobrir o Homem.




sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Habito o ser que me desabita
No súbito instante do entardecer
Voar
Sitiar o halo da baía
Deslizar
Vem madrugada
Traz noticias do Oriente

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Somos
átomo resistente
iodo
que poliniza o afecto dos lugares
tecemos
maresia de saudade
no Alto da cidade nossa.
Encontrar-te
na nudez da água
deserta
na melancolia da saudade
quebrada
Atónito

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

verbo água
desejo concreto de mar
semente
trilho rugas de seda
o deserto insiste
na mão que acaricia
o dorso indómito
planar
no ínfimo recanto do futuro

inacabado

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O mar ausente
pressente silêncio
pedra esculpida
no lento vagar do calor.

Deslizar...
Voar no milímetro
aconhego do orvalho hirto
e pleno dos teus olhos.




sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Felizes,
Os que têm vitórias
Forjadas no altruísmo da liberdade.
Encanto perene,
Conquistado com o sangue dos que a sonharam…

…Vêm, então,
Dias de plena quietude,
Ancorados ao gargalhar dos afectos
Que nutrem o chão;

Somos já crianças,
Melodias anciãs
Que anunciam amanhãs…